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Bananal com criança: diversão aos pés da Serra da Bocaína

Bananal com criança: diversão aos pés da Serra da Bocaína

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Toda vez que pegávamos a Presidente Dutra em direção à São Paulo, quando chegava na altura de Barra Mansa, eu flertava com uma placa escrita Bananal. Até que um dia, googlando no computador, lembrei desse nome e resolvi pesquisar sobre o lugar. Me apaixonei de cara com as fotos e a história e, na primeira oportunidade, fizemos a mala e partimos para lá.

Como Chegar em Bananal

Para quem sai do Rio de Janeiro são 160 km e de São Paulo são 310 km. Ao chegar em Barra Mansa, seguir pela rodovia RJ- 157 (há uma placa indicando Bananal na Dutra). Mais na frente, tem uma bifurcação que vai para Angra/Rio Claro ou Bananal/São José do Barreiro, virar à direita para Bananal, na SP-064. Dali para o portal da cidade é um pulo. Dica: Se você achar que deve fazer uma paradinha a caminho do Rio para Bananal, para não ficar tão cansativo com criança, indicamos a parada Sentinela do Sul, Rodovia Presidente Dutra, 430, na altura de Barra Mansa.

Fonte: Google Maps
Fonte: Google Maps
Na bifurcação há indicação para Bananal e São José do Rio Petro
Na bifurcação há indicação para Bananal e São José do Barreiro
Portal da entrada de Bananal
Portal da entrada de Bananal

Roteiro

Primeiro dia

Ao chegar em Bananal é fácil entender porque essa cidadezinha é tão sedutora… Suas ruas são verdadeiras jóias! A nossa dica é reservar o primeiro dia para caminhar pelo centro histórico e tirar belas fotos do legado da “arquitetura do café”, com seu conjunto de casarios. A cidade pertence à São Paulo e faz divisa com o estado do Rio de Janeiro, sendo considerada uma das cidades dos Roteiros “Caminhos da Corte”, com mais 6 cidades: Cunha, Silveiras, Areias, Arapei, São José do Barreiros e Queluz.  Essa rota foi criada com o objetivo de conhecer as antigas fazendas, gastronomia com origem africana e culturas do Vale Histórico. (Leia o post que fizemos sobre 4 hotéis fazenda tops pertinho do Rio)

Fonte: www.chega-de-demolir.blogspot.com.br/
Fonte: www.chega-de-demolir.blogspot.com.br/

Bananal começou a se formar a partir de uma capelinha erguida em 1783 e, em 1832, se tornou município. Chegou a ser a cidade mais rica do Vale do Paraíba, no século XIX, e a sua produção de café era tão grande que chegou a ser quase 50% de toda a produção nacional. Sua riqueza gerou até uma moeda própria, as pratinhas, nos áureos tempos do café.

Hoje, Bananal vive do turismo e do artesanato, principalmente o crochê. Esses são os pontos principais do centro histórico:

1. Solar dos Guimarães (Solar da Dona Laurinda): É tombado pelo Patrimônio Histórico e considerado como uma das mais antigas construções que em 1836 se reuniu o Tribunal de Júri. Tem janelas e portas esculpidas à mão e arquitetura com influência árabe. Fica ao lado da Igreja da Matriz.

Solar dos Guimarães que fica ao lado da Igreja da Matriz
Solar dos Guimarães que fica ao lado da Igreja da Matriz

2. Chafariz: Em 1879, esse chafariz veio da Bélgica e colocado no centro da praça com o objetivo de resolver o problema de defteria da população.

Chafariz da Praça da Matriz
Chafariz da Praça da Matriz

3. Solar Aguiar Valim: um palacete imponente com 16 janelas com gradil, foi construído, em 1860, por Manoel Aguiar Valim, o homem mais rico de Bananal e o maior traficante de escravo do estado. Está em restauração e de vez em quando fica aberto para visitação (buscar informação na Casa do Artesão, embaixo dele). No seu interior pinturas do renomado Villaronga.

Solar Aguiar Vallim, do homem mais rico de Bananal
Solar Aguiar Vallim, do homem mais rico de Bananal
Pinturas de Villaronga no interior do casarão
Pinturas de Villaronga no interior do casarão

4. Pharmacia Popular: Foi fundada pelo francês Tourin Domingos Mosnier, em 1830, e inicialmente tinha  nome de Pharmacia Imperial, que passou para Popular com o fim da monarquia, pelo dono na época Valeriano José da Costa. Hoje ela foi reformada por dentro e não há mais os balcão de madeira.

Pharmacia Popular, uma das mais antigas do Brasil
Pharmacia Popular, uma das mais antigas do Brasil

5. Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento: Conhecida também como Igreja da Matriz foi construída em 1811 em estilo neoclássico e fica em frente a praça principal.

Igreja da Matriz
Igreja da Matriz

6. Solar Luciano José de Almeida: Pertenceu ao comendador Luciano, um dos homens de maiores fortunas do País. Foi construído em 1847 e tem forma de U, com 13 portas com sacadas e no seu interior um pátio que era usado para manobrar as carruagens. Hoje funciona o Hotel Brasil aberto para hóspedes e visitantes.

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O Solar Luciano José de Almeida é o prédio à direita em azul

 

7. Estação Ferroviária de Bananal: É uma construção linda e cenário para muitas fotos. Foi trazida da Bélgica pelos barões do café e é revestida com placas de metal almofadado, sendo a única nesse formato na América Latina.

A Maria Fumaça e ao fundo a Estação Ferroviária de Bananal
A Maria Fumaça e ao fundo a Estação Ferroviária de Bananal

 

Luna com o vovô Zé e a vovó Leci
Luna com o vovô Zé e a vovó Leci na estação rodoviária de Bananal

Artesanatos em Bananal

Para os que curtem artesanato e gostam de levar lembrancinhas em suas malas, percorrer as lojinhas também pode ser interessante. A variedade é grande e bem colorida. São peças em madeira, crochê, vidros pintados, bordados, bonecas de pano, imãs de geladeira e paninhos de prato.

Casa do Artesão, um dos espaços indicados para comprinhas em Bananal
Casa do Artesão, um dos espaços indicados para comprinhas em Bananal
Muitas peças de madeira, bonecas de pano e crochê
Muitas peças de madeira, bonecas de pano e crochê

 

Segundo dia

Visitar a Fazenda dos Coqueiros

A Fazenda dos Coqueiros é uma linda fazenda construída em 1855 e está localizada na Rodovia dos Tropeiros, a quinze minutos do centro de Bananal e a cinco km de Arapeí.

O Barão Ribeiro Barbosa, filhos dos donos da fazenda, nasceu com uma doença grave e seus pais fizeram uma promessa de doar o seu peso em ouro a Santa Casa de Misericórdia de Bananal. Ele conseguiu sobreviver e era conhecido como o “Menino de ouro”, e chegou a ser conhecido como o 6° homem mais alto do mundo. Com a abolição da escravidão, a fazenda foi vendida para Luiz Dias conhecido comerciante de Itajubá.

Hoje, a fazenda pertence a Maria Elisabeth Brum Gomes e Antônio Augusto Ferreira Gomes que realizam um turismo histórico, cultural e pedagógico, por meio da visitação guiada e após um delicioso lanche. No seu interior, a fazenda mantém intacta sua estrutura, peças do século XIX e objetos da escravidão.

Fachada da Fazenda dos Coqueiros, em Bananal
Fachada da Fazenda dos Coqueiros, em Bananal
Pátio atrás da casa grande com ponte de pedra, senzala original e pelourinho
Pátio atrás da casa grande com ponte de pedra, senzala original e pelourinho
Móveis originais do século XIX
Móveis originais do século XIX

 

Fazenda dos Coqueiros

Para informações: (12) 3116-1358 – fazenda com o Guga ou (21) 99955-3251/99309-1030 – com a Beth

 

Terceiro dia

Você pode escolher visitar outra fazenda de Bananal e tem cada uma mais linda do que a outra. Sugestões:

Fazenda Independência: Construída em 1822, a casa grande mantém as características da época imperial, com móveis originais e mesma decoração. Os antigos donos eram os netos dos donos da fazenda Três Barras e o ex-presidente Washington Luís se hospedou nela.

Fazenda Loanda: Pertenceu a Pedro Ramos Nogueira, o Barão da Joatinga e teve seu apogeu no século XIX quando sofreu, em 1850 uma grande reforma no casarão inserindo elementos da Arquitetura Neoclássica que era a moda na Europa.

Fazenda Resgate: Pertencia a Fazenda Três Barras e, em 1776, um local chamado “O Resgate” deu origem a esta fazenda. Em 1850, no auge da produção cafeeira, contou com 351 escravos em várias atividades.

 

Almoço no Camping Restaurante Chez Bruna 

Uma sugestão espetacular é subir a Serra da Bocaina e almoçar em um lugar incrível e cinematográfico: O Chez Bruna. O camping e restaurante fica a uns 40 minutos do centro de Bananal e para chegar lá, a estrada é uma coisa de louco! A ideia não é só chegar e almoçar e sim reservar um tempo para curtir o riacho, admirar a paisagem, alimentar os animais e degustar as delícias da Chef Bruna.

 

Todos os alimentos usados nos pratos são cultivados na horta orgânica da fazenda e preparados no fogão a lenha. A pressa não tem vez! Tudo é preparado na hora! Frutas, hortaliças, queijos, doces caseiros, pudins, pães artesanais, bolos e patês são fresquinhos e só a lembrança, já dá água na boca.

Estrada Serra da Bocaina em direção ao Chez Bruna, uma vista espetacular
Estrada Serra da Bocaina em direção ao Chez Bruna, uma vista espetacular
O camping restaurante Chez Bruna é um lugar especial na serra da Bocaina
O camping restaurante Chez Bruna é um lugar especial na serra da Bocaina
O camping Chez Bruna tem um redário para uma deliciosa soneca após o almoço
O camping Chez Bruna tem um redário para uma deliciosa soneca após o almoço

Camping e restaurante Chez Bruna

Rodovia SP 247 Km 28 – Estrada da Bocaina – Tel: (24) 9259-2797 / 9951-2714

 

Onde ficar em Bananal

Bananal oferece várias pousadas simples no centro e nas redondezas. Mas escolhemos ficar hospedados, de sexta-feira à domingo, no Hotel Fazenda Boa Vista para conhecer e vivenciar a história de uma fazenda do século XIX.

Com a simplicidade do campo e a gentileza em servir, o Boa Vista busca oferecer uma boa estadia, comida de fazenda, lazer para a família e uma enorme área para descansar e relaxar. O hóspede se sente bem à vontade, pois a ideia é fazer uma viagem no tempo esquecendo o stress da vida urbana e curtindo cada minuto de tranquilidade em uma fazenda de 1780. Leia o post completo aqui!

bananal

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Assista o episódio completo de Bananal aqui: parte 1 e parte 2!

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Comment(4)

  1. O solar de dona Laurinha (minha madrinha de batismo), continua intacto e cheio de beleza. Vale a pena conferir cd uma dessas belezas e outras não expostas, pessoalmente.

    1. Obrigada pelo carinho em nosso blog. O Solar é lindo e merece destaque! Nos apaixonamos pela cidade. Espero que tenha gostado do episódio na tv sobre Bananal. Abraços, Família Zenke

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